Na noite desta terça-feira, Angra 1 e 2 foram desligadas do sistema. A causa: o apagão causado por falhas na distribuição da energia gerada em Itaipu.
Quando uma usina nuclear é desligada, as pessoas não ficam sem energia não. Para que elas continuem tendo acesso à eletricidade, outras usinas têm que ser ligadas, as termoelétricas. Neste caso, segundo a ONS, foram ligadas quatro grandes usinas no estado do Rio de Janeiro: Eletrobolt, Norte Fluminense, Macaé Mario Lago e Barbosa Lima Sobrinho.Angra 1 e Angra 2 estão longe de ser limpas, como pode-se ver: Além de o ciclo do combustível, vital para essas usinas, emitir muito mais gases de efeito estufa do que as formas de geração através do sol e dos ventos; além da questão do lixo nuclear, sem solução no mundo inteiro; a geração nuclear necessariamente está apoiada na geração termoelétrica, o que a caracteriza como mais suja ainda. Todos os anos, quando as usinas nucleares param, seja por problemas ou para reabastecimento, termoelétricas precisam ser ligadas, e assim permanecem por um tempo, até que as usinas nucleares consigam atingir sua potência normal, o que leva dias.
Isso nos mostra que, para um sistema baseado em geração de energia nuclear ser o mais próximo que se pode chegar de “energeticamente seguro”, ele tem que estar apoiado em outras formas de geração, de backup, como nesse caso as poluentes termoelétricas. Sendo assim, nucleares não substituem termoelétricas, mas dependem delas.
Num país com um potencial solar e eólico como o Brasil, investir em nuclear é uma péssima opção, que vai contra o real desenvolvimento do país, além de atrapalhar a busca por reais soluções para as mudanças climáticas. Hoje, após o blackout, nenhuma usina eólica ou solar parou de funcionar, nem teve que acionar térmicas para suprir seu desligamento, como ocorreu e sempre ocorrerá com os reatores nucleares.
Fonte: http://www.greenblog.org.br/


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