"Antes de ler esta matéria, feche os olhos e faça uma inspiração profunda. É provável que tenha feito uma inspiração na qual movimentou apenas a região torácica, ou seja, utilizou apenas cerca de 10% do total da sua capacidade pulmonar.
A respiração é um ato vital. Apesar disso, não existe uma preocupação em respirar melhor e expandir a capacidade respiratória.Dentro da pratica do Método DeRose, existe uma parte específica da aula dedicada exclusivamente à respiração, denominada pránáyáma (em sânscrito, “expansão da bio-energia através de respiratórios”). Essas técnicas ensinam a respirar de forma mais eficiente e, conseqüentemente, fornecem uma dose extra de energia ao praticante, além do aumento da capacidade pulmonar, através da respiração completa
A respiração completa se divide em:
· ADHAMA – respiração baixa, que utiliza a musculatura abdominal;
· MADHYAMA – respiração média dos pulmões, que utiliza a musculatura do gradil intercostal;
· UTTAMA - representa a parte alta dos pulmões com auxilio da musculatura da região torácica.
· MADHYAMA – respiração média dos pulmões, que utiliza a musculatura do gradil intercostal;
· UTTAMA - representa a parte alta dos pulmões com auxilio da musculatura da região torácica.
A respiração chamada completa utiliza as três partes mencionadas acima de uma só vez, uma após a outra, ou seja: ao inspirar é preenche-se inicialmente a parte baixa (abdominal), depois a parte média (intercostal) e por fim a parte alta (torácica).
Para expirar, essa seqüência é feita de forma oposta. Agora que conhece essa regra, experimente fazer outra respiração profunda, lembrando de usar as três partes citadas a cima. Vivencie você mesmo a diferença de entre uma respiração feita de forma consciente e outra realizada sem a sua atenção. Se você pratica escalada, lembre-se de quantas vezes alguém lhe assistindo, como incentivo, pediu: “-respire!” e você constatou que de fato não o estava fazendo? Que bom ter amigos, não é mesmo?
Após um período de treino, seu corpo acostuma-se a esse tipo de respiração, que se torna automática e, assim, você pode explorar outro conceito, inserido no pránáyámas, que o fará absorver muito mais energia. Prána, em sâncrito, significa bio-energia, isto é, energia advinda da luz solar, em presente abundância no ar, água, alimentos e seres vivos. Essa bio-energia percorre seu corpo pelas nadís, canais energéticos existentes no corpo tais como as artérias e veias. O prána aumenta a energia vital, revitalizando células e órgãos, proporcionando, assim, boa saúde, bem estar e vitalidade. Durante uma escalada, nos pontos de descanso, pode-se usar essa respiração consciente e assim, se ter uma recuperação mais rápida dos seus músculos dos braços e antebraços e todos demais que estiverem em contração, bem como recuperar seu controle emocional, recarregando suas baterias para a cadena do restante da sua via. Na escalada não existe apenas limite físico. Pode-se escalar uma via de terceiro ou quarto grau, na qual a dificuldade será a exposição; pode parecer fácil, porém seus pensamentos e emoções muitas vezes atrapalham sua desenvoltura na via. Inconscientemente, nosso emocional e mental querem proteger-nos de qualquer exposição ou risco.
Como a respiração consciente proporciona um melhor domínio das emoções, é de grande valia utilizá-la nas horas em que suas pernas começarem a tremer e você se indagar se vale a pena correr esse risco... Existem diferentes tipos de pránáyámas, ou seja, de respiratórios feitos de maneira consciente.
Cada um propicia resultados diferentes: alguns estimulam os músculos, outros, a mente; técnicas sedativas, ótimas para realizar depois de um dia de escalada na hora de dormir, as quais proporcionam um maior descanso e recuperação do corpo. Há ainda técnicas especificas para aquietar a mente e emoções, as que auxiliam no raciocínio rápido, como por exemplo durante a movimentação para leitura de uma via que se está avistando. O prána é físico e perceptível ao olhar. Para visualizá-lo, observe o céu em um dia de sol e com ausência de nuvens; fixe o olhar num pedaço do céu e perceba pequenos pontos de luz se movimentando rapidamente, de um lado para o outro: isso é prána! Esses conceitos fazem parte das técnicas do Método DeRose, baseadas no Yôga Antigo, que data de mais de cinco mil anos. Contudo, não busque o Método visando apenas benefícios pessoais, pois isto limitaria seu aprendizado. O Método DeRose compreende uma infinidades de técnicas para serem utilizadas na escalada, em todos os esportes, no trabalho, enfim, durante toda sua vida."

Escrito por:Claudia Faria
Supervisionada pelo Mestre DeRose
Formada pela Uni-Yôga
Belas Artes de São Paulo
Fainc – Faculdade Integrada Coração de Jesus
Email: claudinha.faria@uni-yoga.org.br
Celular: (11) – 76008446
Parabéns Claudinha por essa matéria!!! Muito Obrigada!!!
Beijos Rafa


2 comentários:
show de bola o artigo! parabéns!
Querida amiga
Vc me surpreende a cada dia ! É incrível ler um artigo dessa importância escrito por vc. Suas palavras são muito sábias e coerentes.
Tenho muito orgulho de vc, e sei que seu futuro será brilhante.
TE AMO. bjs Re
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