Há muito tempo estávamos com vontade de fazer esse circuito de bike, mas achamos melhor ir de carro e levar as mesmas, pois, queríamos viajar mas descansar um pouco também... digamos que tiramos umas férias, rsrsrs... foram 10 dias de pé na estrada, literalmente, pois, ficamos no máximo 02 dias em cada cidadezinha...
1º dia :
Saímos do Cipó rumo a Serro e Milho Verde. Dormimos em Milho e fomos conhecer o lindo vilarejo Capivari, onde conhecemos a Cachoeira do Tempo Perdido, guiados por um guia local, o Adão *R$ 30,00 * tel (38) 8831 5385) Oi *(38) 7123 0227 Vivo, ex garimpeiro que além de guia é artesão e trabalha com o capim dourado de onde tira seu sustento. Para as cachoeiras do local é necessário contratar um guia até mesmo porque a trilha fica em propriedade particular e os guias tem acordos com os proprietários e necessitam desse trabalho.
O garimpo deixou marcas no corpo do Adão ao se lavar com sabão que continha resquícios de soda cáustica, parecem pequenas queimaduras, assim largou o garimpo no Jequitinhonha. O mais curioso é que o garimpo ainda existe pela região do Jequitinhonha, o mais conhecido é o Areinha, que hoje conta com 3 mil homens trabalhando de forma irregular, destruindo, desviando e assoreando rios... Visitamos também em Milho Verde o Bordados da Barra, uma cooperativa de artesãs que fica na Barra da Cega a 3 km de Milho, vale muito à pena conhecer...
minerodutos da Anglo American
Estrada para vilarejo de Capivari ( 15 Km de Milho Verde)
Vilarejo de Capivari com Pico do Itambé ao fundo
Ao fundo Pico do Itambé ( Pode-se contratar um guia local para subir caminhando, leva em torno de 4 hs)
Capivari
Cachoeira do Tempo Perdido, Capivari
Samanta
Artesanato de Capim Dourado
Milho Verde
Barra da Cega
Cooperativa de Bordadeiras
2º dia:
saímos de Milho Verde e seguimos para São Gonçalo do Rio de Pedras, ( 6 km) vilarejo encantador e muito organizado para turismo. As pousadas oferecem refeições mas precisam ser encomendadas. A que escolhemos foi a Fundo de Quintal, a proprietária se chama D. Aparecida e nos acolheu muito bem por lá, com seu café da manhã simples e muito gostoso... O marido cuida de uma venda ( Bar do Ademil ), onde tem uma refeição mineira, feita no fogão a lenha, que é maravilhosa. Existem pousadas mais afastadas como a do Capão e Pousada do Mirante. Nesse mesmo dia fomos conhecer de bike (6 km) a Grota Seca e na volta fomos até a Cachoeira do Comércio, que fica dentro da cidade.
Café da manhã na Pousada Fundo de Quintal
Bar e venda do Sr. Ademil
Geléia de Hibisco feitas pela D. Aparecida
Alambique no andar debaixo do Bar do Ademil, onde fabrica vinhos e licores artesanais. O Vinho de Jaboticaba é muito bom!!!
Pedal de 6 km para o Grota Seca
Grota Seca
São Gonçalo do Rio de Pedras
Tiozinho bem à vontade aparando as "garras", rs
Cachoeira do Comércio
por cima
Cachoeira do Comércio, São Gonçalo do Rio de Pedras
Açaí ao lado da Pousada, muito bom!!!
As vacas ficam soltas e me parecem que são contratadas pela Prefeitura para podar as cercas e árvores, rs.
Igreja em São Gonçalo
Placas educativas por todo vilarejo de São Gonçalo
3º dia:
voltamos a Milho para conhecer locais que ficaram para trás. Cachoeira do Lajeado, Serra de todos os Santos e também a Cachoeira do Moinho que fica dentro da cidade.
Lajeado
Serra de Todos os Santos
Cachoeira do Moinho, Milho Verde
Moinho da cachoeira desativado, não sabemos a data dele...
3º e 4º dia:
Depois de um almoço bem gostoso no Sr. Ademil, pé na estrada para Curralinho (10 km de Diamantina), 36 km de estrada de terra por onde passamos por mais alguns vilarejos dentre eles Vau. Da estrada vimos muitas fazendas e pedras com locais incríveis com potencial para escalada. Curralinho nós já conhecíamos, onde temos uma amizade com o Marcos, proprietário da Pousada do Tropeiro * (38) 9106 00 02, reservas só por telefone * fica a 1,2 km da Gruta do Salitre, outro local de escalada em Quartzito que é muito divertido! Em breve faremos um croqui do local o qual contamos com a ajuda do Gabriel Tuchê, escalador de Diamantina. Pela manhã fomos à cidade, Diamantina e depois fomos de bike escalar na Gruta do Salitre, foi muito divertido, não temos fotos, pois, só estávamos nós dois lá! Para quem quer fazer umas trilhas a pé ou de bike, pode contratar o Marconi Leão (https://www.facebook.com/Quintal.Radical/photos_albums
que conhece bastante a região e escreveu um guia de cicloviagem da Estrada Real.
Estrada de São Gonçalo a Curralinho, vilarejo de Vau
Jantarzinho na Pousada do Tropeiro, Curralinho
Diamantina
Curralinho
Delicioso Café da manhã Pousada do Tropeiro, o almoço ou jantar podem ser encomendados pela manhã.
Cozinha da Pousada
Pousada do Tropeiro
Gruta do Salitre
Via Ideafix 6º sup / 7a de 35 mts, a mais clássica!!!
Uma gelada no Bar do Marcos, ao lado da Pousada do Tropeiro
5º dia e 6º dia:
Escalamos na Gruta novamente, saímos de lá por volta do meio dia e fomos de carro dar um rolé pela região. Fomos a Bonsucesso e até a ponte de Acaba Mundo (16 km de Curralinho), que tem uma estrada com vista privilegiada, arrependemos um pouco de não ter ido de bike... Mas na volta vimos que se for conhecer o local de bicicleta não se esqueça que na volta é só subida... muita subida! Passamos por cima do Rio Jequitinhonha onde há ainda cicatrizes do garimpo... o rio é bem mexido e desviado... triste. Pela manhã do sexto dia fomos fazer boulder pela região e descobrimos um setorzinho massa indo para Bonsucesso, paramos para nos divertir!!! Abrimos várias linhas fáceis entre V0 e V3. Voltamos a Curralinho de onde seguimos viagem para Presidente Kubitschek passando antes em Conselheiro Mata onde demos uma escalada em uma pedra na estrada em que o Tuchê havia nos indicado! Lá tem quatro vias, 5º, 6º, 7º e 8º bem legais!!! Não fomos até Conselheiro Mata que tem uma estrada de terra no meio do nada, retornamos para o asfalto e seguimos para Presidente Kubitchek.
Vilarejo Bonsucesso
Estrada para Acaba Mundo que liga Curralinho a Capivari, dá pra se informar e fazer de bike.
Ponte Acaba Mundo
Rio Jequitinhonha
pinto no lixo nos boulders de Bonsucesso.
Estrada para Conselheiro Mata
Vias de escalada ( 4 vias esportivas ) em Conselheiro Mata, ficam a 20 km do asfalto da estrada que liga Diamantina a Presidente Kubitschek.
7º dia :
Chegamos em Presidente Kubitschek a noite e conseguimos ficar na Pousada Pouso Alto, não conseguimos jantar nesse dia, essa cidade para se comer durante a semana não tem muita opção, apenas no Restaurante do Cléber * (38) 3545 1146, que é muito boa a comida apesar de bem simples ( a melhor comida durante toda viagem) . Pela manhã fomos conhecer o tão famoso e maravilhosooooooooo Canyon do Funil ( 16 km de estrada de terra) dá pra ir de bike.
pinto no lixo na estrada do Canyon
Canyon do Funil
Estrada de terra de Presidente Kubitschek a Congonhas do Norte, fomos passear nela, é bem gostosa para pedalar!!!
...o tempo todo pedíamos informações para trabalhadores rurais sempre muito educados e receptivos.
Plantação de "Mi", rs.
8º dia e 9º dia:
Acordamos cedo e seguimos para Congonhas do Norte, no caminho passamos por Raízes para conhecer o artesanato deles de capim dourado e aproveitamos para um mergulho na Cachoeira do Kubas, logo em seguida uma visita rápida em Datas e Gouveia. Não havia opção de pousadas em Congonhas do Norte, apenas um hotel, a cidade foi tomada pela mineração, ficamos muito surpresos! A cidade tem uma recepção bem charmosa, mas nada mais... comemos uma pizza a noite e acordamos cedo para ir embora logo! Estávamos um pouco decepcionados com o fim da viagem, não era o que esperávamos.
Artesanato de Capim Dourado em Raízes !
Sempre vivas utilizadas no artesanato
Artesãs, todas da mesma família
Cachoeira de Kubas
... surfista com medo de água fria, é mole?!
Kubas
Datas
Praça limpa e muito organizada, um exemplo para pequenos municípios
Congonhas do Norte
Vista do hotel em Congonhas do Norte
10º dia e último dia:
Saímos bem decepcionados de Congonhas do Norte em direção a Conceição do Mato Dentro para irmos embora... No caminho uma placa marrom indicando uma estrada de terra para Itacolomy, olhamos um pra cara do outro e nem precisa falar.. entramos... uma estradinha de terra (6 km) que ligava o asfalto ao vilarejo. Chegando lá, uma surpresa: Vimos uma placa que indicada Cachoeira Rabo de Cavalo, Cachoeira da Fumaça e Canyon do Peixe Tolo !!! Eu não acreditei, pois, já tínhamos ouvido falar nesses lugares mas não sabíamos que era nessa estrada! Que presente!!!!!!!!! Foi muito mágico ter conhecido esses lugares assim, no último dia, sem esperar!!!
Capela em Itacolomy
trilha bem conservada e muito bem feita
Cachoeira Rabo de Cavalo
Canyon do Peixe Tolo
Nosso Guia local
Presente para fechar a viagem com chave de ouro!!!
Fotos: Eduardo Barão e Rafa Discaciati
Texto: Rafa Discaciati
Bons Ventos!!!
Boas Escaladas e Aventuras!!!
Equipe Abrigo Cipó !!!


Um comentário:
Super legal a viagem e o post! Ja estive na regiao do VAU e outras ai perto, notei como eles sao preocupados com o senso de comunidade. Muito legal.
Espinhaco eh sem condicao, cada lugar incrivel a cada curva.
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