sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Bromélias: exoticidade e exuberância...


Muito antes de seu primeiro registro, ocorrido na segunda viagem de Cristóvão Colombo à América, as bromélias já eram conhecidas e utilizadas como alimento ou para a extração de fibras pelos nativos americanos. Na região das Antilhas (América Central), o conhecido e popular abacaxi, denominado pelos nativos de “Karatas”, já era utilizado como alimento muito antes da chegada de Colombo.
Posteriormente a esse registro, inúmeras espécies de bromélias foram levadas por naturalistas à Europa, conquistando apreciadores e colecionadores pela sua exoticidade e exuberância, uma tradução perfeita do Novo Mundo. Inúmeras coleções foram, então, se formando. Atualmente, nos EUA e na Europa, as bromélias são plantas muito populares, movimentando em sua produção e comercialização, milhões de dólares e uma infinidade de empregos diretos e indiretos.
Na natureza, ocorrem desde o sul dos Estados Unidos até a região central da Argentina e Chile. Somente uma espécie, Pitcairnia feliciana, ocorre fora da América, na região de Guiné, na África. Elas habitam desde áreas litorâneas até altitudes acima de 3000m, tanto em regiões de alta umidade relativa do ar até regiões extremamente secas.
No Brasil, as bromélias ocorrem em todas as regiões, com maior diversidade na região da Mata Atlântica, entre Santa Catarina e Bahia. Dos 54 gêneros e cerca de 2663 espécies que constituem a família Bromeliácea, 70% dos gêneros e mais de 40% das espécies ocorrem no Brasil.
Conhecidas popularmente pelo nome de “gravatá”, as bromélias brasileiras já eram conhecidas pelos nossos índios, que denominavam também de “carauá”, “caraguatá”, “carandá” ou de “caraguá”. Inclusive algumas cidades têm seu nome relacionado a denominações indígenas de bromélias: Caraguatatuba, Gravatá, Gravataí, etc. São plantas herbáceas, perenes, com folhas geralmente formando uma roseta, que, na grande maioria das espécies acumulam água.
Quanto ao hábito de crescimento podem ser classificadas basicamente em quatro grupos: terrestres, conforme crescem no solo, rupícolas, sobre rochas, saxícolas, na matéria orgânica depositada nas fendas das rochas, ou epífitas, em árvores.


Texto: Rafa Discaciati


Referência Bibliográfica:
Cultivo de Bromélias, Cláudio Coelho de Paula, Aprenda Fácil Editora, Viçosa-2000
Guia Prático para o cultivo de Bromélias- Luiz Felipe Nevares de Carvalho; Sociedade Brasileira de Bromélias; 1995

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