terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Ameaça no Ártico !!!


Greenpeace/Nick Kobbing
O Ártico e o clima do planeta estão mais uma vez na berlinda. A Conferência das Fronteiras do Ártico que acontece na pequena cidade de TremsØ, na Noruega,essa semana, pretende soltar as amarras do desenvolvimento industrial na região. Todos estão de olho no petróleo que existe no subsolo gelado. De acordo com o Instituto de Pesquisa Geológica dos EUA, no fundo do Oceano Ártico há mais de 20% das fontes de combustíveis fósseis do mundo.
Mas não só representantes da indústria estarão lá, o Greenpeace também irá. Com a necessidade urgente de cortar as emissões de gás carbônico e impedir as mudanças climáticas, estas reservas precisam mais do que nunca ficar como estão: de baixo do mar gelado. Lá, o Greenpeace vai defender uma moratória para as atividades industriais no oceano como a pesca em larga escala, mineração e navegação, além é claro da exploração de petróleo e gás. A caça e pesca tradicional de subsistência estariam liberados para as populações tradicionais. Os interesses pela exploração vêm principalmente dos países que contêm territórios no Ártico como Canadá, Finlândia, Dinamarca, Noruega, Rússia, Suécia e Estados Unidos.
Durante a Conferência, os cientistas Gordon Hamilton, (glaciologista do Climate Change Institute, University of Maine) e Richard Bates (geofísico, do Scottish Oceans Institute, University of St Andrews), que participaram da expediçao do Greenpeace pelo Ártico no verão de 2009, irão apresentar dados preliminares do estudo feito a bordo do Arctic Sunrise. Até agora, as análises apontam que o Ártico está aquecendo mais rápido do que os modelos científicos previam. Essa é mais uma prova de que uma política climática ambiciosa, justa e legalmente vinculante que proteja as regiões polares e o clima do planeta é cada mais mais necessária e urgente.

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